“Presentão” de despedida: Wilson Lima corta plano de saúde de professores antes de deixar o Governo do AM

Manaus – Na manhã desta segunda-feira (6), professores e demais profissionais da educação pública do Amazonas realizaram um protesto em frente à sede do governo estadual para denunciar o corte do plano de saúde da categoria, uma medida considerada arbitrária e desumana, especialmente por ter sido efetivada durante o feriadão da Páscoa.

FOTO: Celso Lobato/ CM7 Brasil
A suspensão do serviço, que atende milhares de trabalhadores da rede estadual, escancara o que entidades representativas classificam como negligência do poder público. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), o problema se arrasta há meses: o governo estaria há cerca de oito meses sem repassar os valores devidos à operadora responsável, acumulando uma dívida que ultrapassa R$ 52 milhões.

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Sem pagamento, a empresa interrompeu os atendimentos no último dia 2 de abril, afetando diretamente professores e servidores que dependem do plano para tratamentos contínuos. Entre os prejudicados estão pacientes oncológicos, gestantes em pré-natal e trabalhadores com doenças crônicas, que foram surpreendidos ao terem consultas e procedimentos negados nas unidades de saúde.

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Para a presidente do Sinteam, professora Ana Cristina, a situação é grave e revela um profundo desrespeito à categoria. Segundo ela, o ato desta segunda-feira é apenas um primeiro alerta. Caso não haja solução imediata, uma paralisação em todo o estado não está descartada.
“Estamos falando de pessoas que dependem desse atendimento para viver com dignidade. Há professores em tratamento de câncer, mulheres grávidas, trabalhadores que não podem simplesmente esperar”, afirmou.

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O sindicato também reforça que o plano de saúde não é um benefício eventual, mas uma conquista histórica da categoria, fruto de anos de mobilização. Sua retirada, portanto, representa não apenas um corte administrativo, mas a violação de um direito consolidado.

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Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) limita-se a informar que está “em tratativas” para normalizar os serviços, uma resposta considerada vaga diante da urgência do problema. Para os trabalhadores, a justificativa não ameniza os impactos imediatos nem responde à principal questão: como o governo permitiu que a situação chegasse a esse ponto?

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Nos bastidores, cresce a pressão para que o Estado não apenas regularize os pagamentos, mas também seja responsabilizado pelos danos causados aos servidores. O Sinteam já avalia medidas judiciais e administrativas.









