“Mais uma ano de eleições…”: ruas de Manaus amanhecem poluídas com santinhos jogados no chão; vídeo
Manaus – Na madrugada e início de manhã deste domingo, 4 de outubro, dia da primeira volta das Eleições de 2026, as ruas de Manaus amanheceram cobertas por propaganda eleitoral irregular. A prática, conhecida no Brasil como “derrame de santinhos”, foi registada em diferentes zonas da cidade, gerando indignação entre os eleitores e configurando um possível crime eleitoral.
Na zona Norte de Manaus, no bairro da Cidade Nova, um homem ainda não identificado foi flagrado a espalhar materiais de campanha para a via pública durante a madrugada. O incidente ocorreu nas imediações da Escola Estadual Engenheiro Arthur Soares Amorim, poucas horas antes da abertura do estabelecimento de ensino para receber os eleitores. O momento foi captado num vídeo realizado pela jornalista Mayana Ramos, da Rede Onda Digital. Em resultado desta ação, panfletos de diferentes candidatos ficaram espalhados em frente à unidade de ensino e nas ruas do seu entorno.
A situação de sujidade repetiu-se noutros pontos da capital amazonense. Nas traseiras do Colégio da Polícia Militar (CMPM 6), um cidadão registou num vídeo o estado da via, completamente coberta por folhetos políticos. O popular manifestou a sua revolta nas imagens, descrevendo o cenário como “tudo sujo” e “dinheiro jogado fora”, criticando a postura dos políticos e dos seus apoiantes. Além do lixo eleitoral espalhado no asfalto, o vídeo mostra que foram erguidas barricadas no local com o objetivo de impedir a circulação de veículos.
De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prática de espalhar material de campanha nos locais de votação ou nas vias próximas, sobretudo na véspera ou no próprio dia da eleição, é considerada propaganda eleitoral irregular.
A legislação prevê que, além de irregularidade, a divulgação de propaganda no dia do sufrágio pode configurar crime eleitoral. Nestes casos, os infratores estão sujeitos a penas de detenção de seis meses a um ano ou à prestação de serviços à comunidade por igual período, além do pagamento de coimas. O derrame de material pode resultar em multas que variam entre 2 mil e 8 mil reais. A responsabilização efetiva dependerá da apuração das circunstâncias por parte das autoridades e da identificação dos responsáveis pelo ilícito.




