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Mais de 500 mulheres ocupam ruas da Zona Leste em caminhada pela vida e dignidade, em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha

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Mais de 500 mulheres ocupam ruas da Zona Leste em caminhada pela vida e dignidade, em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha

Manaus – Mais de 500 mulheres participaram da Caminhada da Vida, realizada na Zona Leste de Manaus, em uma mobilização voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio. O ato também marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha, completados em 2026.

A caminhada reuniu mulheres de diferentes segmentos sociais, lideranças e representantes de movimentos femininos. Durante o percurso, participantes levaram cartazes e mensagens de conscientização, reforçando a necessidade de ampliar a proteção, o acolhimento e o incentivo à denúncia.

Virada Feminina liderou mobilização

O movimento foi liderado pela presidente da Virada Feminina do Amazonas, Cileide Moussallem, que destacou durante o ato a importância da união entre as mulheres e da existência de espaços capazes de acolher quem enfrenta situações de violência.

Também participaram da mobilização Dra. Shádia Fraxe e Isabelle Fontenele, representando o Avante Mulher; a advogada Adriane Magalhães; Mara Lima, diretora e vice-presidente da Virada Feminina; a pastora Aimê, da Igreja Megareino; Tetê Moussallem, diretora-presidente da Magnific; e a influenciadora Isadora Aurora.

A presença de representantes de diferentes áreas buscou ampliar o debate sobre a violência contra a mulher e reforçar que o enfrentamento exige participação conjunta da sociedade, movimentos sociais e instituições.

“Que a nossa voz chegue àquela mulher que foi silenciada”

Durante a caminhada, Dra. Shádia Fraxe fez um apelo para que a mobilização alcance principalmente mulheres que ainda enfrentam dificuldades para denunciar situações de violência.

“Que a nossa voz chegue a toda Justiça! Que a nossa voz chegue àquela mulher que foi silenciada. Que a gente faça a diferença na vida delas, chamando elas pra caminhar conosco!”

A mensagem reforçou uma das principais bandeiras do movimento: combater o silêncio que ainda cerca inúmeros casos de violência doméstica e familiar.

20 anos da Lei Maria da Penha

A mobilização ocorreu em um momento simbólico. Em 2026, a Lei Maria da Penha completa duas décadas, consolidada como uma das principais ferramentas legais de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Apesar dos avanços proporcionados pela legislação, as participantes ressaltaram que somente a existência da lei não é suficiente. O ato defendeu o fortalecimento das políticas públicas, das redes de atendimento e dos mecanismos de proteção às vítimas.

Entre as principais reivindicações levantadas durante a Caminhada da Vida estiveram o fortalecimento da rede de proteção, mais ações preventivas, incentivo à denúncia, acolhimento adequado às vítimas e integração entre instituições e movimentos que atuam no combate à violência.

A mobilização também buscou mostrar às mulheres em situação de vulnerabilidade que elas não precisam enfrentar a violência sozinhas e que familiares, amigos e a sociedade têm papel importante na identificação dos sinais e no encaminhamento das vítimas para a rede de apoio.

Ao reunir centenas de mulheres nas ruas da Zona Leste, a Caminhada da Vida transformou a celebração dos 20 anos da Lei Maria da Penha em um chamado por ações concretas, reforçando que romper o silêncio, acolher as vítimas e impedir que a violência avance são responsabilidades coletivas.


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