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Mães se manifestam em frente à SES-AM após perderem seus filhos por negligência do Estado; veja vídeo

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Mães se manifestam em frente à SES-AM após perderem seus filhos por negligência do Estado; veja vídeo

Manaus – Um grupo de mães realizou, na manhã desta segunda-feira (6), um protesto em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, em Manaus, denunciando supostos casos de negligência no atendimento médico infantil e cobrando respostas das autoridades.

O ato foi marcado por relatos emocionantes, cartazes e pedidos por justiça. As manifestantes afirmam que perderam seus filhos após falhas no sistema de saúde e denunciam a falta de investigação e responsabilização dos envolvidos.

Entre os casos que mais repercutiram está o da mãe Markelly Rodrigues. Ela perdeu o filho, um bebê com menos de um ano, no dia 22 de dezembro de 2024, após dar entrada no Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Leste (Joãozinho). Segundo o relato, a criança apresentava dificuldade respiratória e sinais graves, mas não teria recebido atendimento adequado.

 

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A mãe afirma que, mesmo diante do agravamento do quadro, com o bebê apresentando coloração roxa e sintomas críticos, o atendimento foi demorado e sem prioridade. Ela também relata que chegou a ser retirada da área de emergência enquanto o filho ainda precisava de cuidados urgentes.

O caso gerou grande comoção à época e chegou ao conhecimento do então governador Wilson Lima, que prometeu apoio à família e apuração dos fatos. No entanto, mais de um ano depois, Markelly afirma que não houve respostas concretas, nem responsabilização clara ou amparo efetivo.

“Voltamos às ruas porque o silêncio continua. Meu filho não pode ser esquecido”, disse a mãe durante a manifestação.

Outras mulheres também compartilharam histórias semelhantes. Letícia Souza, mãe do pequeno Ítalo, destacou que a dor da perda se transformou em luta. “A gente não quer só respostas, quer justiça. Quer que ninguém mais passe pelo que passamos”, afirmou.

A mobilização é coordenada por Andreza Trindade, que reforçou que o movimento busca pressionar o poder público por mudanças urgentes, principalmente no atendimento pediátrico. Segundo ela, além de respostas, as famílias exigem medidas concretas que garantam mais segurança nas unidades de saúde.

As manifestantes também cobram posicionamento de entidades como o Conselho Regional de Medicina do Amazonas e o Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas. De acordo com o grupo, profissionais citados em denúncias seguem atuando normalmente, mesmo diante de suspeitas graves.

Durante o protesto, as mães defenderam a criação de leis mais rígidas e mecanismos de fiscalização mais eficientes para evitar novos casos. Elas afirmam que continuarão mobilizadas até que as denúncias sejam devidamente investigadas e que mudanças reais sejam implementadas no sistema de saúde.

O ato desta segunda-feira foi, acima de tudo, um grito coletivo contra a dor e a falta de respostas, e um alerta de que, para essas famílias, a luta por justiça está longe de terminar.


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