“Maduro da ZL de Manaus”: presidente da escola de samba A Grande Família se recusa a se afastar do cargo e age como ditador; veja
Manaus — A crise interna na escola de samba A Grande Família se agravou após o Conselho Fiscal pedir o afastamento do presidente Cleido Barroso, em meio a denúncia de agressão contra a própria esposa. O pedido teve como base a necessidade de preservar a instituição enquanto os fatos são apurados.
Em reação ao movimento do Conselho Fiscal, Cleido Barroso decidiu suspender os próprios conselheiros que haviam solicitado seu afastamento. A medida, tomada de forma unilateral, pode ser questionada judicialmente, uma vez que envolve instâncias de controle interno da agremiação.
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Além da suspensão, Cleido e o vice-presidente convocaram uma assembleia com o objetivo de substituir os membros do Conselho Fiscal afastados. A convocação aprofundou a instabilidade administrativa dentro da escola de samba, que é uma das mais tradicionais do Carnaval de Manaus.
A postura adotada pelo presidente foi interpretada como autoritária e gerou revolta na capital amazonense. Cleido passou a ser visto como um dirigente que concentra decisões e reage com rigor a qualquer tentativa de contestação, sendo comparado nas rede sociais ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Cleido também desativou a opção de comentários nas redes sociais, para não ser questionado sobre suas decisões arbitrárias frente à escola.
A Grande Família é uma escola de samba ligada historicamente à comunidade do bairro São José, na zona leste de Manaus, e cumpre papel cultural e social relevante na região. A crise na direção atinge diretamente a imagem da agremiação e preocupa integrantes e simpatizantes, principalmente pela ocorrência às vésperas dos desfiles de Carnaval de 2026 no Sambódromo.


