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Lideranças indígenas Mura protestam em Manaus e cobram voz em debate sobre o projeto Potássio Autazes

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Lideranças indígenas Mura protestam em Manaus e cobram voz em debate sobre o projeto Potássio Autazes

Manaus – Nesta quinta-feira (14), dezenas de lideranças indígenas do povo Mura, do município de Autazes, estiveram na sede da Justiça Federal do Amazonas, em Manaus, para acompanhar a movimentação em torno de uma audiência pública relacionada ao Projeto Potássio Autazes. A mobilização ocorreu após a divulgação de informações de que a juíza federal Jaiza Fraxe conduziria uma reunião sobre supostos conflitos envolvendo comunidades indígenas e o empreendimento minerário.


Segundo as lideranças presentes no local, representantes de cerca de 37 aldeias afirmaram que não foram oficialmente convidados ou comunicados sobre a realização da audiência. Aproximadamente 80 indígenas viajaram até Manaus para reivindicar espaço nas discussões e reforçar que o Conselho do Povo Mura é quem possui legitimidade para representar as comunidades de Autazes.

Durante a manifestação pacífica, as lideranças defenderam que parte significativa do povo Mura apoia o Projeto Potássio Autazes e criticaram o que consideram falta de imparcialidade no processo de diálogo conduzido pela Justiça Federal. Em pronunciamentos feitos na entrada do prédio, representantes indígenas relataram frustração por não terem sido recebidos pela magistrada durante a visita desta quinta-feira.

Os líderes também afirmaram que já houve consultas junto às comunidades indígenas sobre o projeto e destacaram que desejam ser ouvidos diretamente pelas autoridades, sem a interferência de terceiros. Segundo eles, uma nova reunião foi agendada para a próxima terça-feira (19), quando esperam apresentar oficialmente as demandas e posicionamentos das aldeias envolvidas.

Além da defesa da representatividade indígena, integrantes do movimento ressaltaram que parte das comunidades vê no projeto de exploração de potássio uma possibilidade de desenvolvimento econômico para o município de Autazes. Os manifestantes afirmaram que buscam conciliar crescimento econômico, preservação da paz nas comunidades e respeito aos direitos dos povos tradicionais. Enquanto isso, a movimentação na sede da Justiça Federal segue acompanhada de expectativa sobre os próximos desdobramentos envolvendo o empreendimento e as decisões judiciais relacionadas ao caso.


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