Fumaça toma conta de cidades do Amazonas e qualidade do ar atinge nível péssimo
Amazonas – A qualidade do ar atingiu níveis considerados péssimos em diversos municípios do Amazonas na manhã deste domingo (8).
O cenário mais preocupante foi registrado em Barreirinha, onde a concentração de partículas poluentes chegou a 393,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Em Parintins, o índice também foi elevado, alcançando 258,5 µg/m³ na comunidade de Vila Amazônia.
Os dados foram registrados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O levantamento aponta uma situação preocupante principalmente na região leste do estado, onde diferentes municípios apresentaram concentrações elevadas de poluentes.
Municípios do interior registram índices preocupantes
Além de Barreirinha e Parintins, outras cidades amazonenses também apresentaram qualidade do ar classificada como péssima.
Entre os registros estão Itapiranga, com 197,5 µg/m³; Silves, com 170,3 µg/m³; Urucurituba, com 149,7 µg/m³; Itacoatiara, com 143,3 µg/m³; Nhamundá, com 135,4 µg/m³; e Maués, com 132,4 µg/m³.
São Sebastião do Uatumã registrou 89,5 µg/m³, índice considerado muito ruim. Já em Urucará, a medição chegou a 51,8 µg/m³, classificada como ruim.
Manaus também enfrenta problemas com a poluição
Na capital amazonense, a situação também exige atenção. A maioria dos pontos de monitoramento apresentou qualidade do ar muito ruim, indicando uma concentração elevada de partículas poluentes na atmosfera.
O bairro Tarumã registrou um dos cenários mais críticos de Manaus. Por volta das 10h deste domingo, o sensor instalado na região marcou 128,8 µg/m³, ultrapassando o limite para a classificação de qualidade do ar péssima.
A situação também preocupa em municípios da Região Metropolitana. Em Iranduba, o índice chegou a 108,8 µg/m³, considerado muito ruim. Autazes registrou 79,3 µg/m³, enquanto Careiro da Várzea e Novo Airão apresentaram 59,3 µg/m³ cada.
