Fumaça gera revolta: Alunos da UEA fazem protesto e pedem suspensão das aulas presenciais
Manaus (AM) – Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizam, nesta sexta-feira (25), uma manifestação para cobrar respostas da administração da instituição sobre assistência estudantil, condições de estudo e trabalho, segurança e medidas adotadas diante da fumaça que atingiu Manaus nos últimos dias. O ato está marcado para as 16h, com concentração a partir das 15h.
A mobilização ocorre após a universidade decidir manter as atividades acadêmicas presenciais mesmo diante das preocupações relacionadas à qualidade do ar na capital. Centros acadêmicos e movimentos estudantis criticaram a decisão e defenderam medidas como ensino remoto temporário e distribuição de máscaras.
Fala do reitor aumenta tensão
A insatisfação ganhou força após declarações do reitor André Luiz Nunes Zogahib. Ao responder às cobranças pela suspensão das atividades presenciais, ele usou as expressões “pseudo-avaliadores de ciência” e “populismo”. As declarações repercutiram negativamente entre estudantes e entidades representativas.
Alunos cobram bolsas, alimentação e professores
Convocado pela União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM), o protesto leva o lema “Nenhum Direito a Menos” e reúne reivindicações que vão além da situação provocada pela fumaça.
Entre as cobranças estão a regularização dos pagamentos de bolsas de assistência estudantil, extensão e tutoria, além de garantias relacionadas à alimentação no Restaurante Universitário. Os estudantes também reivindicam mudanças nos processos seletivos para contratação de professores e a regularização de pagamentos de docentes de Libras.
A segurança no entorno das unidades da universidade também integra a pauta. A entidade estudantil pede reforço nas medidas de proteção, especialmente nos horários de entrada e saída dos alunos.
A manifestação deve reunir acadêmicos de diferentes cursos e unidades da UEA. Segundo os organizadores, o objetivo é cobrar respostas da administração superior e ampliar o diálogo sobre as condições oferecidas à comunidade acadêmica.
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