Fametro e Nilton Lins recebem a pior nota do país em Medicina e devem ser punidas pelo MEC
Manaus – O Centro Universitário CEUNI-Fametro recebeu conceito 1, a nota mais baixa do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação. O resultado coloca o curso de Medicina da instituição entre os piores do Brasil. Além da Fametro, a Universidade Nilton Lins também recebeu nota 1, revelando fragilidades semelhantes na formação médica oferecida por essas instituições privadas.
A Fametro é administrada pela empresária e professora Maria do Carmo Seffair (PL), que atualmente se apresenta como pré-candidata ao Governo do Amazonas. O desempenho negativo no exame nacional ocorre em um momento de maior exposição pública da gestora, ampliando a polêmica sobre sua atuação à frente de uma das maiores redes privadas de ensino do estado.
O Enamed avalia competências clínicas, éticas e de formação geral de estudantes concluintes de Medicina, funcionando como um termômetro da qualidade dos cursos oferecidos no país. Instituições que recebem conceitos 1 ou 2 passam a ser consideradas insatisfatórias pelo MEC, podendo sofrer restrições no Fies, suspensão de vagas e bloqueio de novos ingressos, medidas que impactam diretamente a sustentabilidade dos cursos.
O problema ganha ainda mais relevância quando se considera que Fametro e Nilton Lins são cursos com mensalidades elevadíssimas, que muitas vezes não parecem oferecer retorno proporcional em termos de formação de qualidade e preparação profissional, gerando críticas de estudantes, familiares e especialistas.
No Amazonas, o contraste é evidente. Enquanto Fametro e Nilton Lins ficaram com conceito 1, as universidades públicas UFAM e UEA obtiveram conceito 3, considerado regular. A diferença reforça críticas recorrentes sobre a expansão acelerada de cursos de Medicina na rede privada, muitas vezes sem a mesma estrutura acadêmica e hospitalar exigida para uma formação adequada.
Com a divulgação do novo resultado, as instituições e suas respectivas administrações passam a enfrentar não apenas possíveis sanções administrativas do MEC, mas também um desgaste político e público, além de questionamentos sobre o real valor do ensino oferecido frente às mensalidades cobradas.



