Exclusivo: sem médicos, pai precisa implorar por atendimento enquanto filho tem convulsão no Hospital Santa Júlia; veja vídeo
Manaus – Na manhã desta segunda-feira (12), o Portal e TV CM7 Brasil recebeu uma denúncia exclusiva que expõe o descaso no atendimento do Hospital Santa Júlia, em Manaus. Um pai denunciou momentos de terror vividos ao buscar socorro médico para o filho, de apenas 3 anos, que chegou à unidade em estado de emergência.
De acordo com o relato, a criança deu entrada no hospital convulsionando, mas não havia nenhum profissional disponível para recebê-la ou iniciar atendimento imediato, mesmo se tratando de um pronto-socorro. O pai afirma que ele e familiares precisaram percorrer diversas salas em busca de ajuda, sem encontrar funcionários na triagem, no pronto atendimento ou na emergência pediátrica.
Diante da ausência de assistência, a família entrou na sala vermelha de adultos, único local onde havia profissionais atendendo, devido à presença de um paciente entubado. Ainda segundo o pai, houve tentativa de impedir a gravação da situação. Ele relata que nenhum profissional acionou de imediato a médica plantonista, que só teria comparecido após a confusão gerada pela gravidade do caso e pela cobrança dos familiares. Após o tumulto, a médica prestou atendimento à criança.
O pai também denuncia dificuldades para obter o documento de entrada do filho, solicitado na recepção. Segundo ele, foi informado de que o documento só poderia ser impresso com autorização da coordenação ou da ouvidoria, que não estavam presentes no momento. “Só técnicos e enfermeiros estavam no local, e ninguém acionou o médico de forma imediata. A médica só veio correndo porque eu fiz confusão e estava filmando”, relatou.
O caso reacende o alerta sobre o atendimento pediátrico na unidade e traz à memória o caso Benício. “Quantas crianças precisam morrer no Santa Júlia para começarem a respeitar a vida de alguém?”, questionou o denunciante, indignado.
Veja vídeo:
Caso Benício
O menino Benício, de apenas 6 anos, morreu no dia 23 de novembro após a aplicação incorreta de adrenalina no Hospital Santa Júlia. O episódio teve grande repercussão e levantou questionamentos sobre os protocolos de emergência adotados pela instituição.


