Exclusivo: Conselho Fiscal pede afastamento de presidente da Grande Família após denúncia de agressão contra mulher em Manaus
Manaus – O Conselho Fiscal da escola de samba A Grande Família anunciou na tarde deste sábado (17) que solicitou o afastamento do presidente Cleildo Barroso, o “Caçula”, após denúncias de sua ex-companheira, a passista Marryeth Soares, de 29 anos, que o acusa de agressão e ameaça de morte na madrugada de sexta-feira (16), em Manaus. O caso repercutiu na capital e passou a ser acompanhado pela imprensa e pela Virada Feminina do Amazonas.
Em comunicado oficial, a agremiação afirma que a medida foi adotada diante da “repercussão do episódio amplamente divulgado” e pede que “Caçula” seja afastado de suas funções até que os fatos sejam esclarecidos e a apuração interna seja concluída. O texto ainda afirma que o posicionamento busca proteger as mulheres da escola, seus colaboradores e a imagem institucional.
A nota deixa claro que o pedido foi formalizado pelo Conselho Fiscal, mas que a decisão final cabe à diretoria executiva, que deverá ser convocada para deliberar sobre o afastamento e definir quem assume provisoriamente a presidência da Grande Família.
Confira a nota na íntegra:
A denúncia
A denúncia foi registrada na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). Marryeth afirma ter sido agredida e ameaçada durante a madrugada, após uma discussão motivada por ciúmes.
Segundo ela, apesar de estarem separados, os dois passaram a noite juntos consumindo bebida alcoólica.
Ao acordar e ver Cleildo mexendo em seu celular, o clima teria mudado rapidamente. A passista relata que tentou deixar o local, mas foi impedida e intimidada com uma faca. Parte do episódio foi gravado pela própria vítima e publicado nas redes sociais.
Veja os vídeos:
A prisão e a liberação
Vizinhos acionaram a polícia ao ouvir gritos, e a mãe do suspeito chegou a esconder Marryeth em casa até a chegada da guarnição. Cleildo Barroso foi preso em flagrante e levado à DECCM, mas acabou liberado após pagamento de fiança ainda durante a manhã.
A defesa da passista classificou a decisão como equivocada e informou que vai acionar o Ministério Público, pedindo medidas protetivas e a prisão preventiva do acusado.
Repercussão e próximos passos
Com a repercussão, o Conselho Fiscal da agremiação formalizou o pedido de afastamento do dirigente, alegando preocupação com a imagem institucional e com a segurança das integrantes da escola. Agora, cabe à diretoria executiva analisar a solicitação e decidir quem assume a presidência durante o período.
Enquanto isso, entidades e coletivos, como a Virada Feminina do Amazonas, manifestaram apoio público à vítima e cobram responsabilização.
Confira a reportagem completa:



