Escola de Samba Presidente Vargas homenageia Isabelle Nogueira e celebra a força feminina do Amazonas
Manaus – O bairro Presidente Vargas, conhecido como Matinha, viveu uma noite de emoção neste sábado (14), no Sambódromo de Manaus. De volta ao Grupo Especial após quatro anos no Acesso A, o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Presidente Vargas abriu os desfiles da elite do Carnaval 2026 com um enredo que arrepiou a arquibancada: “Com uma flecha e um sonho: Isabelle Nogueira, a força da mulher amazônica”.
Bandeiras azul e amarelo tomaram conta da arquibancada H. Fogos iluminaram o céu no momento em que a comissão de frente fez a primeira grande apresentação, arrancando aplausos e lágrimas da comunidade da Matinha. A volta ao Grupo Especial, conquistada após o título do Acesso A em 2025, já seria motivo de festa. Mas a homenagem a Isabelle Nogueira deu um significado ainda maior ao desfile.
A proposta da escola foi transformar a avenida em um manifesto de identidade e resistência feminina, exaltando a trajetória da cunhã-poranga como símbolo da mulher amazônida, forte, determinada e enraizada na cultura da floresta. Alegorias e fantasias exploraram elementos da ancestralidade, da natureza e da força indígena, costurando sonho e realidade em cada setor.
Na arquibancada, o aposentado Paulo César, 60 anos, acompanhava cada verso do samba-enredo ao lado da esposa, Regina Xerez. “Está chegando a emoção maior ainda. Muito feliz pela minha escola ter voltado ao Grupo Especial”, afirmou. Regina completou: “Não poderia ter enredo melhor”.
Próximo à grade da avenida, a fisioterapeuta Karla Moreira, 43 anos, vestida com as cores da agremiação, beijava a águia, símbolo da escola, enquanto vibrava. “Estou arrepiada, está muito lindo. A comunidade da Matinha merece isso”, disse.
Conhecida como “Águia da Matinha”, a Presidente Vargas apostou na força da representatividade para marcar seu retorno à elite. O desfile foi mais que uma apresentação competitiva: foi declaração de pertencimento, orgulho e recomeço.
Ao abrir a primeira noite do Grupo Especial, a escola não apenas cruzou a avenida. Reafirmou sua história, celebrou sua comunidade e transformou a homenagem em combustível para sonhar mais alto no Carnaval de Manaus.


