Emocionante: mulher lembra quando foi salva por mutirão de cirurgias no período em que David Almeida foi Governador Interino; vídeo

Manaus – O Estado do Amazonas atravessa um cenário crônico e asfixiante na saúde pública. Com hospitais frequentemente superlotados, médicos com salários atrasados e pacientes do interior enfrentando o desamparo logístico para buscar tratamento na capital, o Sistema de Regulação (SISREG) transformou-se no símbolo máximo dessa crise: uma fila onde o tempo de espera muitas vezes custa a vida. Foi em forte contraste com essa realidade de angústia que, na noite de ontem (21), a urgência do sistema de saúde ganhou um rosto de alívio durante uma convenção na zona centro-sul de Manaus.
O que seria mais um evento de debates políticos foi interrompido pelo desabafo de uma mulher que ilustra a vulnerabilidade de milhares de amazonenses. Na época, sem recursos financeiros, ela relatou como escapou das estatísticas trágicas da saúde no Estado.
“Eu não tinha como pagar essa cirurgia”
Durante a reunião, a paciente relembrou o período em que trabalhava no interior e recebeu a notícia de que precisava de uma intervenção cirúrgica orçada em R$ 50 mil na rede privada. Sem condições financeiras, ela encontrou a cura apenas quando conseguiu ser atendida no Hospital Delphina Aziz, graças a um mutirão promovido na época.
“Eu não tinha como pagar essa cirurgia. Eu cheguei com a assistente social muito triste… Eu digo: ‘É nessa que eu vou, porque eu não tenho como pagar, gente!'”, relatou a mulher, emocionada.
A intervenção salvadora ocorreu em 2017, período em que o ex-prefeito de Manaus, David Almeida, atuou como governador interino do Amazonas. Ele assumiu a chefia do Executivo estadual no dia 9 de maio de 2017, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar os mandatos do então governador José Melo de Oliveira e de seu vice. Durante os 149 dias em que esteve no cargo, permanecendo até 4 de outubro de 2017, Almeida promoveu a força-tarefa no Delphina Aziz que viabilizou a cirurgia da paciente.
O relato culminou em um abraço emocionado entre a mulher e o político, evidenciando de forma crua como o funcionamento, ou a falência, da máquina pública afeta diretamente a dignidade humana e a sobrevivência de quem não tem outra alternativa.
A “Fila da Vergonha” no Centro do Debate
A história de alívio dessa paciente é, hoje, a exceção para quem depende exclusivamente do Estado. A lentidão do SISREG dita o ritmo da vida de inúmeras famílias, e o colapso no atendimento especializado de média e alta complexidade tem sido alvo constante de cobranças por parte de usuários e órgãos de controle.
Nos últimos dias, a pauta dominou as discussões. Em 17 de julho, David Almeida, agora pré-candidato ao Governo do Estado em 2026, mirou publicamente no sistema de regulação. Classificando a atual situação como a “fila da vergonha” e a “fila da morte”, ele garantiu que solucionar esse gargalo será sua prioridade máxima caso eleito.
Para sustentar a viabilidade de sua promessa em meio à crise atual, Almeida tem utilizado seu retrospecto à frente da Prefeitura de Manaus como modelo de gestão:
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Expansão da Atenção Primária: A cobertura básica de saúde na capital saltou de 47% para 94%.
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Investimento em Infraestrutura: Foram realizadas a construção, reforma e ampliação de 128 unidades de saúde municipais.
Muito Além das Promessas
A promessa de “zerar” a fila de exames e cirurgias ecoa com força em um Estado calejado por crises sanitárias sucessivas. O desafio de interiorizar a saúde e desafogar os hospitais de Manaus exige mais do que discursos em anos eleitorais; exige capacidade de execução e orçamento real.
Enquanto os debates avançam, o depoimento da noite de ontem serve como um lembrete contundente: por trás dos números da atual crise e das planilhas burocráticas do SISREG, existem mães, trabalhadoras e cidadãs reais. Para elas, o acesso à saúde não é apenas uma métrica de campanha, mas a diferença definitiva entre a vida e a morte.


