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“É pegar a caneta e assinar”: concursados da Segurança acampam em frente ao Governo e cobram convocação de Roberto Cidade; vídeo

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“É pegar a caneta e assinar”: concursados da Segurança acampam em frente ao Governo e cobram convocação de Roberto Cidade; vídeo

Amazonas – Debaixo do sol de Manaus e sem data para ir embora, aprovados nos concursos da Segurança Pública decidiram trocar a espera dentro de casa por um acampamento em frente à sede do Governo do Amazonas. Nesta terça-feira (1º), candidatos da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros cobraram do governador Roberto Cidade uma resposta que, segundo eles, esperam há anos: quando finalmente serão convocados?

Roberto Cidade é atualmente o governador do Amazonas, conforme registro oficial do próprio Governo do Estado.

A manifestação é pacífica, mas a cobrança é direta. Wanderson, representante dos aprovados para oficial combatente, afirma que ainda existem candidatos aguardando em diferentes carreiras da Segurança Pública. Entre as reivindicações, o grupo pede a convocação de uma nova turma de 120 cadetes, além de soldados da PM, bombeiros e aprovados da Polícia Civil.

E não foi por falta de conversa.

Segundo Wanderson, somente em agosto os representantes participaram de aproximadamente dez reuniões com a Secretaria de Governo. Houve negociação e até estudo de impacto financeiro, mas o que não apareceu foi justamente o que os candidatos mais querem: uma data concreta de convocação.

“Se pode chamar agora, por que esperar a eleição?”

O ponto que mais incomoda os manifestantes é ouvir promessas de novos concursos enquanto ainda há aprovados do certame anterior aguardando na fila.

Wanderson afirma que o concurso da Polícia Militar permanece válido até 2 de maio de 2027 e o da Polícia Civil até junho do mesmo ano. Segundo ele, os concursos já estavam homologados antes do período eleitoral e, na avaliação do grupo, não haveria impedimento para novas convocações agora.

É aí que entra a cobrança mais pesada.

Para os aprovados, Roberto Cidade não precisa prometer que fará algo caso seja eleito novamente, porque já está sentado na cadeira de governador e tem hoje o chamado “poder da caneta”.

“Nós queríamos muito que essa convocação saísse o mais breve”, declarou Wanderson.

Interior com um policial por turno

Os manifestantes também relacionam a convocação ao déficit de agentes no estado. Wanderson, que mora em Juruá, relatou que no município haveria situação em que apenas um policial militar tira serviço por turno, dependendo do apoio da Guarda Municipal.

Segundo o representante, quem vive no interior sente ainda mais a falta de efetivo.

O grupo reconheceu como importante o reforço recente de 500 alunos-soldados na segurança, mas argumenta que, quando esse número é dividido entre escalas e regiões da capital, o impacto acaba sendo reduzido e o interior continua carente de policiais.

“Nós já passamos por tudo”

Outro argumento usado pelos concursados é o dinheiro público já investido no certame.

Durante a manifestação, eles afirmaram que o último concurso teria custado mais de R$ 15 milhões somente para a Polícia Militar. Os candidatos lembram que já enfrentaram prova, exames médicos, teste de aptidão física, avaliação psicológica e outras etapas do processo seletivo.

Por isso, a mensagem deixada na porta do Governo não poderia ser mais simples: antes de falar em outro concurso, os aprovados querem que o Estado olhe para quem já estudou, passou pelas etapas e continua esperando.

O acampamento, segundo os manifestantes, seguirá por tempo indeterminado até que apareça uma resposta considerada concreta.

No fim das contas, a fila está formada, os aprovados estão na porta e a caneta está no Palácio.

Agora eles querem saber: quando vem a assinatura?


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