Cratera em terreno da Faculdade Santa Teresa assusta moradores do Vieiralves: “Vão esperar uma tragédia acontecer?”; veja vídeo

Manaus – Na noite desta sexta-feira (15), moradores do Conjunto Vieiralves, no bairro Nossa Senhora das Graças, denunciaram um deslizamento de terra que estaria avançando sobre uma via pública e causando medo na população da área. Segundo os relatos, o problema ocorre há cerca de dois anos e estaria ligado a um terreno pertencente à empresária e pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, proprietária da Faculdade Santa Teresa.
De acordo com os moradores, parte da rua já teria sido comprometida pelo avanço da erosão, obrigando motoristas a desviarem da trajetória original da pista. A situação preocupa principalmente por conta do risco de acidentes e da possibilidade de novos deslizamentos atingirem imóveis próximos.
Durante a denúncia, moradores afirmaram que o local estaria apenas isolado com placas e estruturas de zinco, o que, segundo eles, não resolveria o problema estrutural da área. Além disso, o terreno acumula lixo e entulho, aumentando a preocupação de quem passa pelo local diariamente.
Um dos moradores, identificado como Leandro Alves, relatou que a via teria sido parcialmente obstruída devido ao avanço do deslizamento. Segundo ele, diversos acidentes já aconteceram na área por conta da falta de visibilidade e das mudanças improvisadas no fluxo da rua.
“Quem vem de um lado não consegue enxergar quem está vindo do outro. Já aconteceram vários acidentes aqui”, afirmou o morador durante a denúncia.

Ainda conforme os relatos, a erosão já teria consumido parte da calçada e avançado sobre a pista. Os moradores cobram uma solução definitiva, como obras de contenção e reforço estrutural do terreno, para evitar uma tragédia maior.
A população também pede a atuação de órgãos de fiscalização do município para avaliar os riscos no local e verificar possíveis irregularidades na obra. Segundo os denunciantes, há temor de que novos desabamentos possam atingir residências, prédios e estabelecimentos comerciais próximos à área afetada.
Até o momento, não houve posicionamento oficial dos responsáveis pelo terreno sobre as denúncias apresentadas pelos moradores.
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