Coca? Zero! Trabalhadores cruzam os braços e paralisação atinge operação da Coca-Cola em Manaus; veja vídeo
Manaus – A manhã desta sexta-feira (18) começou movimentada em frente à unidade da Coca-Cola, na Avenida Torquato Tapajós. Motoristas e ajudantes ligados ao transporte de cargas cruzaram os braços e interromperam parte das atividades, cobrando melhores condições de trabalho.
A mobilização reuniu trabalhadores, representantes sindicais, grupo de oposição e até a Polícia Militar, chamada para acompanhar a situação e evitar que os ânimos saíssem ainda mais do controle.
No meio do protesto, vieram à tona reclamações sobre banco de horas, falta de plano de saúde, valor da cesta básica, jornadas extensas e ausência de ajudantes suficientes nas entregas.
Mossoró, que se apresentou como liderança de oposição, afirmou que motoristas estariam saindo para trabalhar com grandes volumes de carga e pouca estrutura, além de defender mudanças no acordo coletivo da categoria. As declarações representam a versão do grupo que apoia a paralisação.
Do outro lado, representantes do Sindcargas contestaram a legitimidade do movimento. Um dirigente afirmou que a atual diretoria já mantém negociação com a empresa e classificou o protesto como uma ação promovida por pessoas que, segundo ele, não representam oficialmente a categoria.
O sindicato também disse que havia expectativa de retomada gradual das atividades.
A disputa sindical acabou esquentando ainda mais o ambiente. Houve relatos de agressões, ameaças e até dano em uma motocicleta. Um trabalhador contou que teve o pneu da moto furado e foi orientado por um policial militar a registrar boletim de ocorrência.

Representantes dos dois grupos trocaram acusações durante a manifestação, mas essas versões ainda precisam ser apuradas individualmente.
Enquanto os sindicatos discutiam quem de fato representa os trabalhadores, os próprios funcionários permaneciam de braços cruzados em frente à empresa.
Segundo a reportagem do CM7 Brasil no local, a paralisação já começava a provocar preocupação com a saída de caminhões e o abastecimento de refrigerantes em estabelecimentos comerciais da capital.
A Polícia Militar permaneceu na área acompanhando a movimentação e tentando manter a ordem durante as negociações. Até aquele momento, o principal impasse continuava girando em torno das condições de trabalho e da disputa entre a atual direção sindical e o grupo de oposição. A expectativa dos trabalhadores agora é saber se as conversas com a empresa vão avançar e quando a operação será totalmente normalizada.

