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Caso Pelmex: morte de trabalhador expõe falhas na segurança dentro da empresa em Manaus

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Caso Pelmex: morte de trabalhador expõe falhas na segurança dentro da empresa em Manaus

Manaus – A morte do trabalhador Elton da Silva Pereira, de 58 anos, dentro da fábrica de colchões Pelmex, no Distrito Industrial, ganha novos contornos e levanta questionamentos que vão além da causa confirmada como natural. O caso expõe fragilidades que não podem ser ignoradas dentro de um ambiente industrial.

Elton morreu na manhã de segunda-feira (20), enquanto exercia suas funções em um dos galpões da empresa, localizada na Rua Ministro Mário Andreazza. A versão oficial descarta falhas diretas na estrutura ou acidente de trabalho, mas não responde a uma pergunta central: quais eram, de fato, as condições de segurança oferecidas ao trabalhador naquele momento?

Relatos iniciais apontavam para uma possível queda de altura, o que, por si só, já acende um alerta grave. Em ambientes industriais, especialmente em áreas elevadas ou com risco de queda, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) não é opcional — é obrigatório. A dúvida que permanece é se havia protocolos adequados sendo seguidos e fiscalizados.

Especialistas em segurança do trabalho ouvidos pela reportagem afirmam que, mesmo em casos de mal súbito, empresas precisam adotar medidas preventivas, como avaliação periódica de saúde dos funcionários, monitoramento de atividades de risco e garantia de que trabalhadores não estejam expostos a situações perigosas sem a devida proteção.

Veja o vídeo: 

 

Outro ponto que chama atenção é a dinâmica do ocorrido. Como um trabalhador passa mal e sofre uma queda dentro de um galpão industrial sem que haja mecanismos capazes de evitar consequências mais graves? Havia linhas de vida, cintos de segurança ou qualquer sistema de proteção coletiva instalado? Essas respostas ainda não foram esclarecidas.

A atuação da brigada de emergência da empresa, que tentou prestar socorro imediato, não está em questionamento. No entanto, o episódio evidencia que a resposta rápida, por si só, não substitui a prevenção — que é o principal pilar da segurança no trabalho.

O caso foi registrado como morte natural, e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). Ainda assim, o desfecho oficial não encerra o debate sobre as condições de trabalho dentro da unidade.

A morte de Elton, independentemente da causa clínica, escancara a necessidade de fiscalização rigorosa em empresas do Distrito Industrial. Em um dos principais polos produtivos do país, o básico precisa ser garantido: segurança, prevenção e responsabilidade com a vida de quem mantém a indústria funcionando.

Até o momento, a empresa não detalhou quais protocolos de segurança estavam em vigor no momento do ocorrido.


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