Caso Benício completa dois meses com família pedindo justiça em Manaus: “Não vamos desistir”
Manaus – A morte de Benício Xavier de Freitas, de seis anos, ocorrida após um erro médico durante atendimento hospitalar em Manaus, segue provocando comoção e indignação dois meses depois do episódio. O caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas, enquanto a família da criança afirma que não vai desistir da busca por justiça.
No curso das investigações, a médica Juliana Brasil Santos reconheceu o erro em documento encaminhado às autoridades e também em mensagens trocadas com outro profissional da área da saúde. A técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia, responsável pela aplicação do medicamento, também é investigada. Ambas respondem ao inquérito em liberdade, enquanto a polícia apura as circunstâncias do atendimento, a prescrição da medicação e a forma como ela foi administrada.
Segundo os pais de Benício, Joyce Xavier e Bruno Freitas, a morte do menino foi resultado de uma sequência de falhas que poderiam ter sido evitadas. Eles apontam erro na prescrição, ausência de checagem adequada e aplicação do medicamento por via incorreta, mesmo após questionamentos feitos no momento do atendimento.
“A gente quer justiça, não vingança. Queremos honrar o nome do nosso filho. O que aconteceu com o Benício foi resultado de negligências graves e evitáveis. A gente precisa de justiça para que isso não volte a acontecer”, afirmou Joyce.
A mãe relembra o filho como uma criança afetuosa e presente em todos os momentos da família. “O Benício era cheio de vida, extremamente amoroso e dócil. Ele era meu companheiro para tudo. Onde eu ia, ele estava comigo. Era um menino que espalhava carinho”, contou, emocionada.
Joyce também relatou que dedicou integralmente a vida ao filho e que o luto ainda faz parte da rotina diária da família. “Minha vida sempre girou em torno dele. Cada decisão que eu tomava era pensando no bem-estar do Benício. Ele era o centro da nossa família, o nosso equilíbrio”, desabafou.
A Polícia Civil segue com as apurações para esclarecer responsabilidades e eventuais crimes relacionados à conduta médica e aos protocolos adotados no atendimento hospitalar. Enquanto aguarda o avanço do inquérito, a família mantém viva a memória de Benício e transforma a dor da perda em um alerta sobre a importância da segurança, da checagem e da responsabilidade no atendimento médico infantil.


