Bolsistas do ProUni denunciam risco de falência do curso de Direito do IAMES: “alunos tentam se transferir e não conseguem”; veja vídeo

Manaus — O clima é de tensão e incerteza no Instituto Amazônico de Ensino Superior (IAMES), localizado no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus. Estudantes do curso de Direito relatam um cenário de abandono administrativo, falta de regularização junto ao Ministério da Educação (MEC) e o risco iminente de perderem suas bolsas de estudo integrais do ProUni.
A crise institucional atingiu seu ápice na última quarta-feira, 18 de março, quando o desespero dos universitários quase resultou em um confronto físico com o proprietário da faculdade, identificado pelos alunos como Dr. Elizeu.
Mudanças abruptas e abandono da coordenação
De acordo com denúncias anônimas de estudantes matriculados pelo programa federal ProUni, a faculdade vem passando por um desmonte silencioso. O turno matutino foi extinto sem aviso prévio ou alternativas viáveis, forçando todos os alunos a migrarem para o horário da noite (das 18h30 às 21h45).
A mudança estrutural foi acompanhada por uma saída em massa do corpo docente. O estopim para a revolta estudantil ocorreu quando as dois coordenadores do curso de Direito, Jussara Ponte e Iony, deixaram a instituição no dia 18, sem emitir nenhum comunicado oficial aos matriculados.
Secretaria fechada e alunos retidos
O temor de uma falência iminente fez com que dezenas de universitários corressem para solicitar transferência para outras instituições de ensino superior em Manaus. No entanto, os alunos esbarram em um obstáculo grave: a secretaria do IAMES encontra-se constantemente de portas fechadas.
Sem atendimento, os estudantes não conseguem acesso a históricos escolares, ementas e documentos de liberação do ProUni, ficando retidos em uma instituição que, segundo as denúncias, atua de forma irregular perante o MEC.
Apelo por intervenção
Para os bolsistas de 100%, a situação é desesperadora, pois a impossibilidade de transferência pode significar a perda definitiva do benefício e o fim do sonho da graduação. Os estudantes agora clamam por uma intervenção urgente do Ministério Público Federal (MPF) e do MEC para garantir a emissão de seus documentos e a manutenção de suas bolsas em outras faculdades da capital amazonense.
Outro lado
O CM7 tentou contato com o Instituto Amazônico de Ensino Superior (IAMES), assim como com a antiga coordenação e a direção citada pelos alunos, para obter um posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas. No entanto, até o momento da publicação desta matéria, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.








