Biólogo diz que fumaça que sufoca Manaus não está vindo do Pará
Brasil – A densa fumaça que cobre os céus do Amazonas persiste, exacerbando a situação a cada dia que passa. Tanto na parte da manhã quanto durante a noite, a maioria dos municípios do Estado é afetada por essa calamidade, e até o momento, nenhum esforço efetivo foi feito para resolver esse problema.
Segundo Lucas Fernandes, um biólogo renomado com mestrado e doutorado em ecologia, existe uma alarmante falta de ação em relação às queimadas nas proximidades de Manaus. Ele enfatiza que as alegações de que a fumaça que paira sobre a cidade de Manaus provém das queimadas no estado do Pará são absolutamente infundadas.
Fernandes acusa o Secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, de fazer lobby e disseminar informações falsas sobre as queimadas na Amazônia, enquanto omite os graves problemas de saúde que a população enfrenta devido à fumaça.
“O secretário nega sua responsabilidade pelas queimadas e sua conexão com os eventos dentro do Estado. É imperativo que o Ministério Público tome medidas legais contra os responsáveis pelo meio ambiente no estado, inclusive afastando-os de seus cargos devido à inércia”, ressalta o biólogo.
Fernandes também destaca que os ventos na região estão praticamente parados, sem fluxo vindo do Sul ou do Leste que possa transportar a fumaça para Manaus. Ele aponta dados do “Projeto Queimadas” do “Alerta de Queimadas” do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que indicam uma concentração significativa de focos de incêndio do Careiro até Autazes, precisamente de onde provém a fumaça.
Além disso, informações científicas do Meteored revelam a presença de uma concentração de gases de qualidade do ar altamente prejudicada sobre o Amazonas, assim como em outros dois pontos do Pará. “Na verdade, temos três grandes focos de incêndio na Amazônia, e o estado do Amazonas é um deles”, conclui.
Dados de órgãos especializados no assunto indicam que há uma concentração alarmante de emissões de gases prejudiciais sobre o Amazonas. Fernandes destaca: “O Estado é um epicentro significativo de queimadas na Amazônia, visando abrir caminho para a expansão da pecuária em áreas que anteriormente eram cobertas por florestas.”
O biólogo também critica os políticos locais por negarem a gravidade da situação. “Eles estão encobrindo essa série de queimadas. Há mais de um mês, solicitei, através da Lei de Acesso à Informação, dados sobre o número de pessoas que procuram unidades de saúde devido a problemas respiratórios, e até agora não recebi resposta”, destaca com preocupação.


