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“Aqui é o hospital da Morte!”: palhaço protesta no hospital Santa Julia e parte pra briga contra seguranças em Manaus; veja vídeo

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“Aqui é o hospital da Morte!”: palhaço protesta no hospital Santa Julia e parte pra briga contra seguranças em Manaus; veja vídeo

Manaus – Nesta quinta-feira (9/4), o saguão principal do Hospital Santa Júlia, em Manaus, transformou-se em um cenário de revolta e desespero. Um homem vestido de palhaço adentrou a recepção da unidade de saúde particular em um protesto drástico. As imagens do tumulto, que mostram o embate físico do protestante contra os seguranças do local, rapidamente ganharam as redes sociais e reacenderam os debates e a indignação sobre negligências na instituição.

O manifestante recorreu à fantasia de palhaço com uma simbologia amarga e dolorosa: demonstrar como a família sentia-se tratada (como “palhaços”) pela gestão do hospital frente à tragédia. Carregando pafletos, ele correu entre os pacientes atônitos e a equipe da recepção, bradando repetidamente:
“Aqui é o hospital da morte!”

A situação escalou em poucos minutos. O manifestante chegou a subir no balcão de atendimento e tentou invadir a área restrita dos funcionários. Os seguranças intervieram e houve confusão física até que o homem fosse contido e levado para os bastidores do hospital, enquanto testemunhas chocadas filmavam a cena.

O Fantasma do “Caso Benício”

A explosão de fúria desta quinta-feira no saguão do Santa Júlia atingiu em cheio uma ferida ainda muito recente na sociedade manauara. O ato dramático fez o público relembrar imediatamente o terrível Caso Benício, outra tragédia ocorrida na mesma instituição, e que abalou profundamente a confiança pública nos protocolos de segurança do hospital.

Em novembro de 2025, o pequeno Benício Xavier Freitas, de 6 anos, faleceu na unidade após uma técnica de enfermagem aplicar, sob prescrição incorreta da médica plantonista, uma dose de adrenalina pura diretamente na veia da criança. A medicação equivocada, feita enquanto o menino tratava uma laringite, provocou seis paradas cardíacas que culminaram em sua morte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil por homicídio doloso, além de apurar adulterações no prontuário e no sistema de vídeo do hospital. As profissionais envolvidas foram judicialmente afastadas.

Para a população que acompanha o vídeo do protesto desta quinta-feira, o evento não soa como um surto isolado de luto, mas como o transbordamento de uma indignação coletiva contra as recorrentes denúncias de falhas sistêmicas nas unidades privadas de saúde da capital e da Justiça para a família, que parece nunca chegar.

Até o fechamento desta matéria, a diretoria do Hospital Santa Júlia não emitiu uma nota oficial esclarecendo o fato. O espaço permance aberto.


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