Aos 6 anos, Ayla luta contra tumor raro e conscientiza famílias sobre câncer infantil

Manaus – Aos 6 anos, Ayla Queiroz enfrenta uma das batalhas mais difíceis de sua vida. Diagnosticada com neuroblastoma, um tipo raro de câncer infantil, a menina segue firme no tratamento sem abrir mão da escola, das brincadeiras e dos momentos que fazem parte da infância.
Paciente do Hospital Rio Solimões, da Hapvida, Ayla realiza sessões de quimioterapia e acompanhamento com uma equipe especializada. Mesmo diante da doença, ela encontrou uma forma de ajudar outras famílias: usa as redes sociais para compartilhar sua rotina e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce.
Os primeiros sintomas surgiram com dores na região inferior do abdômen, que também atingiam uma das pernas. Inicialmente, nada indicava um problema grave. Porém, após exames médicos, foi identificado um tumor localizado próximo às glândulas suprarrenais, estruturas responsáveis pela produção de hormônios importantes para o organismo.
A mãe da criança, Andressa Queiroz, conta que o diagnóstico pegou toda a família de surpresa. Segundo ela, Ayla sempre foi uma criança ativa e cheia de energia, o que tornou a descoberta ainda mais difícil.
“Foi um choque para todos nós. Ela reclamava de dores, mas nada que nos fizesse imaginar uma doença tão séria. Nossa rotina mudou completamente, mas buscamos manter a vida dela o mais normal possível”, relata.
Para acompanhar a filha durante o tratamento, Andressa precisou deixar o trabalho e dedicar-se integralmente aos cuidados da menina. A família destaca que o apoio dos amigos, da escola e dos profissionais de saúde tem sido fundamental nessa caminhada.
De acordo com especialistas, o neuroblastoma está entre os tipos mais comuns de câncer infantil, embora ainda seja considerado raro. A maior parte dos casos é diagnosticada em crianças com menos de cinco anos de idade.
A oncologista pediátrica Paula Marinho alerta que sintomas como dores persistentes, aumento abdominal, perda de peso sem explicação, cansaço excessivo e mudanças de comportamento devem ser investigados por profissionais de saúde.
Enquanto segue o tratamento, Ayla continua mostrando força e coragem. Entre consultas, exames e sessões de quimioterapia, ela mantém os sonhos de criança e se transforma em exemplo de superação para outras famílias que enfrentam a mesma luta.
Como ajudar
A família pede apoio para divulgar informações sobre o neuroblastoma e conscientizar pais e responsáveis sobre a importância do diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de sucesso no tratamento.








