Governo do Amazonas decreta estado de emergência em 36 municípios sufocados pelas queimadas e seca
Amazonas – O Governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 municípios atingidos pelo avanço das queimadas e pelos efeitos da forte estiagem. A medida terá validade de 180 dias e permite reforçar a integração entre órgãos estaduais para ampliar o combate aos incêndios, prestar assistência à população e acelerar ações nas áreas mais afetadas.
O decreto considera fatores como chuvas abaixo da média, temperaturas elevadas, agravamento da seca e piora da qualidade do ar, principalmente por causa da fumaça provocada pelos incêndios florestais. As regiões Sul do Amazonas e Metropolitana de Manaus aparecem entre as áreas que despertam maior preocupação das autoridades ambientais.
A coordenação das ações ficará sob responsabilidade do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec). O grupo deverá acompanhar as operações de combate ao fogo, organizar medidas emergenciais e atuar também na recuperação das áreas atingidas.
Entre os municípios incluídos estão Manaus, Autazes, Careiro, Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Apuí, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Maués, Parintins, Tefé e Tapauá, além de outras cidades que enfrentam efeitos diretos da estiagem e das queimadas.
O reconhecimento da situação de emergência também permite ampliar a atuação conjunta com o Governo Federal. A expectativa é de que novos recursos, equipes e equipamentos sejam mobilizados para reforçar o trabalho já realizado no estado.
O Amazonas vive uma das fases mais críticas do período seco, com mais de 1,3 mil focos de incêndio registrados em menos de duas semanas e sucessivos episódios de fumaça intensa afetando a rotina da população, inclusive em Manaus.




