Amazonas – A situação da infraestrutura das escolas públicas no Amazonas voltou a acender o alerta. A Justiça determinou que o Estado adote medidas urgentes para corrigir problemas graves em unidades de ensino, especialmente em Manaus e em municípios do interior.
O que foi apontado não é detalhe. É estrutura básica falhando: fiação exposta, infiltrações, calor excessivo dentro das salas, banheiros danificados e falta de manutenção em prédios escolares que deveriam garantir segurança e dignidade para alunos e professores.
Em Manaus, a Escola Estadual Professor Aristóteles Comte de Alencar, no bairro Coroado, zona leste, foi uma das unidades citadas em ações judiciais.
Relatórios técnicos apontaram problemas estruturais sérios, com risco à segurança de quem frequenta o local diariamente.
A situação foi considerada tão delicada que houve determinação para correção imediata das falhas e, em determinados momentos, medidas mais rígidas como a retirada de alunos até que o ambiente fosse considerado seguro novamente.
No interior do estado, o cenário não é diferente. Em Beruri, três escolas estaduais foram alvo de ação após inspeções identificarem problemas como telhados danificados, falta de ventilação adequada, infiltrações e fiação elétrica exposta.
Essas condições mostram um problema que se repete: estruturas antigas, pouca manutenção e dificuldade de garantir o básico para o funcionamento das aulas.
Esse tipo de denúncia não surgiu agora. Há anos, órgãos de controle e fiscalização vêm apontando falhas na infraestrutura de escolas públicas no Amazonas.
O padrão se repete: falta de manutenção preventiva, instalações deterioradas e ambientes que não oferecem conforto nem segurança.
O resultado aparece na rotina dos estudantes: salas quentes, improvisos constantes e dificuldade de manter um ambiente adequado para o aprendizado.
A decisão judicial não se limita a apontar o problema. O Estado do Amazonas foi cobrado a apresentar soluções concretas, com reformas, reparos e adequações estruturais dentro de prazos definidos.