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DPE-AM reconduz Rafael Barbosa ao cargo de Defensor Público-Geral para o biênio 2026-2028

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DPE-AM reconduz Rafael Barbosa ao cargo de Defensor Público-Geral para o biênio 2026-2028

Manaus – Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (11) no histórico Complexo Booth Line, no centro da capital amazonense, Rafael Barbosa tomou posse para mais um mandato como Defensor Público Geral do Amazonas. O evento que marcou o início do biênio 2026-2028 serviu para reafirmar o principal pilar da atual gestão: a forte interiorização dos serviços da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM).

Logo em seu primeiro ato oficial neste novo ciclo, a gestão garantiu o reforço do atendimento fora da capital com a nomeação de cinco novos defensores públicos que atuarão diretamente em municípios do interior do estado.

A prioridade é o “chão” do Amazonas

Em seu discurso de posse, Barbosa deixou claro que o foco dos próximos dois anos será a consolidação da presença da DPE-AM nas áreas mais remotas e de difícil acesso logístico.

“Nossa intenção é fortalecer ainda mais o interior com novas unidades, com um olhar especial para os povos indígenas e para as populações tradicionais”, garantiu o Defensor Geral. Ele citou as ações recentes no Vale do Javari como o principal modelo prático dessa política de expansão. Além da ampliação geográfica, a instituição elencou eixos vitais de atuação para o biênio: direito à moradia, saúde, proteção da pessoa idosa e um rigoroso combate à violência contra a mulher.

O impacto na vida real

Um dos momentos mais tocantes da solenidade fugiu do protocolo padrão: o protagonismo foi dado aos cidadãos que tiveram suas trajetórias transformadas pelo amparo da instituição.

O aposentado Bosco Aquino emocionou o público ao relatar que a intervenção célere da Defensoria foi fundamental para garantir uma cirurgia cardíaca de urgência que salvou sua vida. “A Defensoria foi meu segundo pai e minha segunda mãe. Devo tudo a ela”, declarou.

Histórias como a da líder comunitária Rosineide Gonçalves, que luta pela dignidade da casa própria, e o relato da ativista indígena Nara de Tal, da etnia Mura, ilustraram o alcance do órgão. Nara relembrou um episódio de 2017, quando a atuação da DPE-AM impediu o despejo de cerca de 500 famílias. “A partir dali, passamos a ser vistos e ouvidos”, enfatizou.

Legado estrutural e referência nacional

A recondução de Barbosa ao cargo reflete os resultados do biênio anterior (2024-2026), marcado por um salto na produtividade estrutural. No período, a DPE-AM registrou 1,7 milhão de atos realizados e abriu as portas de 12 novas unidades no interior.

A modernização também ocorreu na criação de frentes especializadas, como o Núcleo de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (NUDCIT) e o Núcleo de Atendimento à Pessoa Idosa (Nuappi). Os avanços na transposição dos obstáculos logísticos da Amazônia renderam reconhecimento nacional: segundo Luziane Castro, presidente do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais (Condege), o modelo amazonense tornou-se uma referência para o país pela criatividade e eficiência.

Sobre o Defensor Geral

Rafael Barbosa construiu sua carreira na Defensoria Pública desde 2003, tendo iniciado seus trabalhos no município de Parintins. Com forte bagagem acadêmica — é professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pós-doutorando em Direito —, Barbosa assume o novo mandato com a complexa e essencial missão de garantir que a justiça chegue aos locais onde o amparo do Estado é mais escasso.


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