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DPE-AM e FAF lançam campanha de combate à violência psicológica e verbal no futebol de base

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DPE-AM e FAF lançam campanha de combate à violência psicológica e verbal no futebol de base

Amazonas – Liberdade para brincar e respeito dentro e fora de campo. Essa foi a mensagem transmitida pela Defensoria Pública durante o lançamento da campanha “Jogo Limpo – Sou da Base, Quero Paz”, no Estádio Ismael Benigno, Zona Oeste da capital, na manhã deste sábado (09/05). A iniciativa é uma parceria do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (Nudeca) com a Federação Amazonense de Futebol (FAF) e visa combater as violências psicológicas e verbais no esporte.

Ao longo das partidas realizadas pelo Barezinho 2026, nesta manhã, a Defensoria entregou cartilhas de conscientização para pais e responsáveis, contendo um QR Code com vídeo e depoimentos de atletas das categorias de base do futebol.

Dentro do esporte, são inúmeras as pressões por resultados sofridas por crianças e adolescentes. Para muitos atletas em formação, os xingamentos e gritos transformam um cenário que deveria ser de descontração em um ambiente hostil e de violência psicológica.

Para o 1º Subdefensor Público Geral, Helom Nunes, que esteve presente no lançamento da campanha, aproximar a comunidade esportiva da Defensoria também é ampliar o alcance da conscientização e da proteção desse público.

“A Defensoria compreende que brincar é um direito fundamental, que desenvolve habilidades sociais, amplia compreensões cognitivas e faz com que essas crianças tenham uma infância saudável. Não viemos aqui trazer nenhuma punição, mas sim conscientizar e promover o diálogo sobre o tema”, destacou.

É o que também pensa a 2ª Subdefensora Pública Geral, Sarah Lobo, que comemorou a iniciativa. “Esse projeto é muito importante, porque ele visa conscientizar sobre os direitos das crianças e dos adolescentes que jogam nas escolinhas. Não basta apenas dizer que elas possuem esses direitos, eles precisam ser respeitados e colocados em prática”, pontuou.

A defensora pública da área de Família e da Infância, Hélvia Castro, também esteve presente e ressaltou o impacto da campanha. “Não queremos uma arquibancada silenciosa, até porque o futebol é alegria. No entanto, queremos que o respeito prevaleça, pois estamos falando de uma categoria de base, que lida diretamente com crianças”, ressaltou.

A partir da campanha, o vice-presidente executivo da FAF, Thiago Durante, espera que todos façam parte dessa rede de proteção, entendendo os riscos psicológicos que podem acometer crianças e adolescentes.

“Sem dúvida, essa campanha é um gol de placa, como falamos no jargão do futebol, principalmente no futebol de base. A gente sabe que os xingamentos e as pressões existem, mas não é isso que pregamos, porque esse deve ser um momento de brincar”, falou.

Segundo o diretor da categoria de base do Nacional, Leonardo Nogueira, é preciso entender que todos ainda estão em formação e precisam, acima de tudo, de apoio e compreensão por parte dos treinadores, pais e responsáveis.

“Aqui, ensinamos nossos atletas a se desenvolverem para a vida, não apenas para o futebol. A ação de hoje é mais do que necessária, é fundamental para que todos sejam tratados como as crianças e adolescentes que são”, disse.

Apoio para pais e responsáveis

Com os olhos atentos no filho, Breno Miguel, de 9 anos, Jéssica Guimarães explica que o cuidado com ele é redobrado durante as partidas de futebol. Dentro e fora de campo, a conversa faz parte da rotina, mas ela ressalta que a campanha lançada hoje contribui ainda mais para a conscientização sobre o que pode e o que não pode ser feito.

“Vemos muito a cobrança dos pais também, mas sabemos que o principal aqui é se divertir. Mesmo assim, da arquibancada escutamos os gritos e xingamentos, e isso acaba desmotivando um pouco eles. A ação é importante justamente para isso, para criar um ambiente saudável”, disse.

Quem também comemorou o lançamento da campanha foi Sabrina Aguiar, mãe de João Pietro, de 9 anos. Ela sempre acompanhou a paixão do filho pelo futebol, mas também compartilha com outros pais e responsáveis a preocupação com o ambiente dos treinos. Segundo ela, a campanha veio em boa hora.

“Quando ligamos o noticiário, ficamos tristes com as notícias das violências que acontecem nas categorias de base. Como mãe, eu fico triste. Acredito que a situação vai melhorar daqui para a frente, ainda mais com essa ação da Defensoria ao nosso lado”, falou.


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