Diretora do Francisca Mendes ostenta em Parintins enquanto hospital em Manaus não atende ninguém; veja vídeo

Manaus — O abismo entre a gestão da saúde pública e a realidade enfrentada pela população do Amazonas foi escancarado nesta sexta-feira (26/6). Enquanto pacientes aguardavam do lado de fora do Hospital Francisca Mendes, em Manaus, sem receber nenhum tipo de assistência, a Diretora Presidente da unidade, Roberta Carolina Barbosa do Nascimento, ostentava sua participação no Festival Folclórico de Parintins.
A denúncia chegou acompanhada de fotos e vídeos que comprovam o descaso com a saúde pública em pleno dia útil.
Portas Fechadas e População no Chão
As imagens registradas na fachada do Hospital Francisca Mendes revelam um cenário de abandono. Em plena sexta-feira, dia de expediente regular, a unidade simplesmente não realizou atendimentos.
Diante das portas de vidro fechadas, pacientes e acompanhantes — incluindo idosos, mulheres e crianças — foram forçados a improvisar assentos no chão de cimento e nas muretas da recepção externa. Sem previsão de entrada ou acolhimento médico, a população amargou a espera na calçada da unidade de saúde.
A Farra na Ilha Tupinambarana
A mais de 300 quilômetros do caos estabelecido em Manaus, o cenário era de festa para a gestora da unidade. Em sua rede social, onde se apresenta orgulhosamente como enfermeira, servidora pública e Diretora Presidente do Hospital Francisca Mendes, não faltaram registros de lazer.



Vídeos e fotos confirmam a presença de Roberta Nascimento no Bumbódromo e em ativações de marcas no Aeroporto Júlio Belém. A diretora foi flagrada posando sorridente em camarotes, acompanhada de pessoas com camisas temáticas de lantejoulas, e curtindo a noite parintinense a bordo de um tradicional triciclo, segurando uma lata de bebida.
### O Peso da Responsabilidade Pública
O contraste brutal entre as duas realidades levanta graves questionamentos sobre a responsabilidade administrativa. O cargo de Diretora Presidente de uma unidade hospitalar exige presença e liderança, especialmente quando a unidade falha em prestar o serviço básico de atendimento à população em um dia letivo.
A ausência da gestora, trocando os corredores do hospital pelas arquibancadas do festival, ocorre no exato momento em que os pacientes mais precisam da estrutura pública operando de forma adequada. Até o momento desta publicação, não houve justificativa oficial para a paralisação dos serviços no hospital ou para a viagem da diretora em pleno horário de expediente.


