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Cheia dos rios avança no Amazonas e coloca municípios em emergência e alerta

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Cheia dos rios avança no Amazonas e coloca municípios em emergência e alerta

Amazonas – Quatro municípios do Amazonas estão em situação de emergência devido à cheia dos rios, enquanto outros oito permanecem em estado de alerta, segundo atualização divulgada na quarta-feira (4) pela Defesa Civil do Amazonas.

Os municípios de Carauari, Eirunepé, Itamarati e Jutaí são os mais afetados no momento. Três deles estão localizados na calha do Rio Juruá. De acordo com os dados mais recentes, o nível do rio chegou a 28,32 metros em Carauari, 16,59 metros em Eirunepé e 20,70 metros em Itamarati. Já em Jutaí, o Rio Jutaí atingiu 20,86 metros.

Eirunepé e Boca do Acre decretaram situação de emergência no dia 10 de fevereiro. Nove dias depois, Itamarati também entrou na lista, e Jutaí passou a integrar o grupo na atualização mais recente da Defesa Civil.

Outros oito municípios estão em estado de alerta: Canutama, Envira, Guajará, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Tapauá e Pauini. Entre eles, quatro estão na calha do Rio Purus, três no Rio Juruá e um na região do Alto Solimões.

Além disso, 18 municípios seguem em estado de atenção, com monitoramento contínuo das equipes técnicas, enquanto outros 32 permanecem em situação de normalidade, incluindo Manaus.

Na capital amazonense, o nível do Rio Negro chegou a 24,58 metros na quarta-feira, segundo o Serviço Geológico do Brasil. A marca é 30 centímetros maior que a registrada no mesmo dia do ano passado, quando o rio estava em 24,28 metros. A previsão é de que o nível continue subindo gradualmente até meados de junho, quando ocorre o pico da cheia.

Cheia acelera colheita em Manacapuru

No município de Manacapuru, o nível do Baixo Solimões atingiu 15,76 metros na quarta-feira, marca considerada dentro da normalidade para o período. Ainda assim, o aumento das águas tem acelerado o ritmo da colheita nas áreas de várzea.

Produtores rurais da região afirmam que a safra deste ano já começou. Agora, o principal desafio é garantir o escoamento da produção.

Ações do governo

Para enfrentar os impactos da cheia, o governador Wilson Lima criou em fevereiro o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O grupo tem a função de coordenar ações preventivas e de apoio às famílias afetadas.

Segundo o governador, a estratégia é antecipar medidas antes do pico da enchente, com distribuição de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além do envio de insumos de saúde para prevenir doenças comuns durante o período de cheia.


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