Após protesto do SINTEAM, plano de saúde dos professores do AM é restabelecido

Manaus – Após dias de mobilização e pressão nas ruas, o plano de saúde dos professores da rede estadual foi restabelecido nesta terça-feira (7), após o Governo do Amazonas efetuar o pagamento de R$ 52 milhões à operadora responsável pelo serviço.
A regularização do débito garantiu a retomada imediata dos atendimentos, que haviam sido suspensos e afetado diretamente servidores em situações delicadas, como tratamentos oncológicos, acompanhamento pré-natal, psicoterapia e assistência a dependentes. A interrupção gerou forte preocupação entre os beneficiários e motivou protestos organizados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
Segundo o sindicato, a retomada do serviço não foi uma concessão espontânea do governo, mas resultado direto da mobilização da categoria. A presidente da entidade, Ana Cristina Rodrigues, afirmou que a pressão popular foi determinante para a solução do problema.
“Não foi favor. Foi luta. Foi a nossa presença nas ruas que garantiu o restabelecimento do plano de saúde”, declarou.
A manifestação em frente à sede do governo ganhou repercussão e levou o tema ao debate público, aumentando a cobrança por uma resposta imediata diante da gravidade da situação. Com o pagamento realizado, o atendimento foi normalizado, trazendo alívio aos trabalhadores da educação.
Apesar da conquista, o Sinteam ressalta que a mobilização continua. A entidade mantém convocada uma assembleia geral para a tarde desta terça-feira, com primeira chamada às 16h30 e segunda às 17h, para discutir a cobrança da data-base salarial da categoria, que segue em aberto desde o dia 1º de março.
Os profissionais aguardam uma proposta oficial do governo para a recomposição salarial e não descartam a possibilidade de intensificar o movimento caso não haja avanço nas negociações.
O sindicato reforça que a participação ativa dos trabalhadores será fundamental para garantir novos avanços. “Se queremos manter o que já conquistamos e avançar, precisamos crescer ainda mais nas ruas. É a nossa principal ferramenta de luta”, concluiu a presidente.








