Após mortes por falta de oxigênio, usinas de R$ 40 milhões ficam abandonadas no governo Wilson Lima

Manaus – O Movimento Social Todos Pela Saúde denunciou nesta terça-feira (24) o abandono de usinas de oxigênio adquiridas durante a pandemia de Covid-19 no Amazonas. De acordo com a entidade, equipamentos comprados com investimento superior a R$ 40 milhões em recursos públicos estariam sem funcionamento ou abandonados em unidades de saúde do estado.
A denúncia foi divulgada nas redes sociais por meio de um vídeo em que um integrante do movimento mostra estruturas instaladas em hospitais e afirma que os equipamentos permanecem sem uso desde a pandemia. Entre as unidades citadas estão o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio e o Hospital Infantil Joãozinho, em Manaus.
Nas imagens, o denunciante afirma que as usinas estariam se deteriorando. Ele também questiona o fato de o poder público continuar gastando com a compra de oxigênio, mesmo havendo estruturas capazes de produzir o insumo.
A situação provoca indignação por relembrar a dramática crise de oxigênio registrada em 2021 no Amazonas, quando hospitais ficaram sem abastecimento e pacientes morreram asfixiados enquanto aguardavam atendimento. O episódio marcou um dos capítulos mais trágicos da pandemia no Brasil.
Diante disso, o movimento cobra explicações do governo estadual comandado por Wilson Lima, apontando que o possível abandono de equipamentos comprados com dinheiro público levanta dúvidas sobre a gestão dos recursos destinados à saúde.
A entidade também pede investigação imediata por parte dos órgãos de controle e responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades. Para o movimento, permitir que equipamentos milionários fiquem parados enquanto a rede pública ainda enfrenta dificuldades representa não apenas desperdício de dinheiro público, mas um desrespeito à memória das vítimas da crise de oxigênio no estado.
Veja vídeo:








