Alerta: fumaça sufoca Manaus e põe em risco crianças e idosos; saiba como proteger sua família; veja
Manaus – A capital amazonense amanheceu novamente encoberta por uma densa poluição. Neste sábado (17), a intensa fumaça sufoca Manaus e preocupa autoridades de saúde. Inicialmente, o monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) emitiu um alerta. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) gerencia essa importante plataforma tecnológica. De acordo com o sistema, a qualidade do ar da capital caiu para a categoria “péssima”. Na prática, esse nível é considerado o mais grave e nocivo de toda a escala de medição.
Consequentemente, essa situação reforça a enorme preocupação com a saúde da população. A fumaça das queimadas provoca graves irritações nos olhos e também na garganta. Além disso, o cenário causa tosse crônica e forte dificuldade para respirar. Afinal, a poluição atmosférica agrava doenças preexistentes muito rapidamente. Atualmente, os grupos mais vulneráveis reúnem crianças, idosos e gestantes. Da mesma forma, pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares enfrentam grandes riscos de vida.
Índices Críticos e a Extensão do Problema
A leitura oficial do sistema Selva indicou condições absolutamente críticas na capital. O órgão realizou essa medição preocupante por volta das 6h12 deste sábado. Paralelamente, a plataforma internacional IQAir registrou um índice de qualidade alarmante durante a madrugada. A ferramenta avaliou o ar com 178 pontos, uma marca classificada como totalmente insalubre.
Portanto, esse cenário perigoso exige uma atenção redobrada das famílias. Especialistas orientam a população a reduzir drasticamente a exposição ao ar livre. Contudo, a situação ambiental da cidade não é um fato isolado ou recente. O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) informou detalhes preocupantes na última sexta-feira (16). Segundo o boletim oficial, Manaus completou nove dias consecutivos sob a influência tóxica das queimadas.
Na manhã de sexta, o sistema registrou concentrações altíssimas de partículas finas PM2,5. Em alguns bairros, os índices oscilaram entre 122,3 e 167,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Pela classificação científica, qualquer concentração superior a 125 µg/m³ já entra na perigosa faixa “péssima”.
Poluição Já Ultrapassou Limites da OMS
Dados de uma estação de referência da Fiocruz Amazônia também demonstram a gravidade da crise. A concentração média diária de partículas chegou a 99 µg/m³ no dia 8 de outubro. Durante a noite, o pico horário ultrapassou a chocante marca de 235 µg/m³. Para termos uma comparação justa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece diretrizes rigorosas. A entidade recomenda que a média de 24 horas nunca ultrapasse a marca de 15 µg/m³.
Dessa forma, a média registrada foi cerca de 6,6 vezes superior ao limite seguro internacional. Essas partículas microscópicas são especialmente preocupantes para o corpo humano. O seu diâmetro minúsculo permite que a sujeira penetre profundamente nos pulmões.
Enquanto isso, os satélites de monitoramento detectam mais focos de calor na floresta. Os mapas indicam graves incêndios a leste de Manaus e no sul do Amazonas. Além do mais, as chamas atingem áreas vizinhas no Pará, Acre e Rondônia. De fato, o Amazonas registrou 1.827 focos de calor apenas na primeira quinzena de outubro. Consequentemente, o governo federal reconheceu estado de emergência ambiental em 36 municípios amazonenses recentemente.
Saiba Como Proteger a Família da Fumaça:
Diante da péssima qualidade do ar, algumas atitudes preventivas podem salvar vidas em casa:
- Evite exercícios físicos: Corridas e caminhadas ao ar livre aumentam muito a frequência respiratória. Isso eleva a quantidade de partículas tóxicas inaladas. Dê preferência a ambientes internos e mais limpos.
- Mantenha portas e janelas fechadas: Sempre que possível, permaneça em ambientes internos muito bem protegidos. Evite criar fontes de poluição dentro de casa, como fumaça de cigarro e queima de lixo.
- Beba água regularmente: A boa hidratação alivia o ressecamento agudo da garganta. No entanto, ela não elimina os efeitos nocivos da poluição pulmonar.
- Redobre os cuidados com vulneráveis: Evite levar as crianças pequenas para brincar em locais totalmente abertos. Observe idosos e cardíacos cuidadosamente durante os períodos mais críticos do dia.
- Use máscaras corretas nas ruas: As máscaras do tipo PFF2 ou N95 oferecem proteção eficaz. Por outro lado, as máscaras de tecido comuns não filtram partículas finas nocivas.
- Não interrompa tratamentos médicos: Pessoas com asma ou bronquite devem seguir as suas prescrições fielmente. Em caso de agravamento clínico, procure a orientação de um profissional da saúde.
Em suma, a população precisa ficar atenta a sinais graves de alerta. Falta de ar intensa e confusão mental exigem um atendimento médico totalmente imediato. Por fim, em casos de emergência vital, o cidadão deve ligar para o Samu (192) ou Corpo de Bombeiros (193).
Leia também: Acompanhe dicas de saúde e os impactos da fumaça na região amazônica.




